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Aprender inglês do zero depois dos 30 não é o fim do mundo

Aprender inglês do zero depois dos 30 não é o fim do mundo

Antes do mundo ser tão conectado e globalizado como é hoje, aprender inglês não era tão desejado ou obrigatório. As crianças brasileiras dos anos 1970 e 1980 não tinham a necessidade que os pequenos de hoje em dia possuem para aprender o idioma: é que o inglês passou a ser quase que um pré-requisito em muitas vagas de emprego, ou até mesmo para viver experiências mágicas, como uma viagem para o exterior. 

Por esse motivo, muitas pessoas chegam à idade adulta e se deparam com um mundo completamente diferente daquilo para o qual se prepararam. E aí bate o medo e a insegurança: será que ainda dá tempo de aprender inglês mesmo depois dos 30? A resposta é: sim!

André Batista, 38 anos, é aluno do CNA Belém, em São Paulo, e começou a aprender inglês em 2011. “A minha primeira impressão foi de que eu tinha que recuperar o tempo perdido”, lembra o executivo de vendas. Assim como André, muitas outras pessoas sentem que um dos maiores inimigos dos estudos é o tempo, e que precisam aprender tudo para ontem.

Mas calma: não é preciso tanta pressa assim. Muito mais do que aprender de maneira rápida, é preciso absorver o conteúdo. E, para isso, é preciso estudar. Um dos pontos que os alunos com mais de 30 anos levantam é a diferença entre aprender coisas novas quando se é criança e quando se é adulto. “O mais desafiador de aprender inglês foi estar numa sala com pessoas mais novas. A velocidade de aprendizagem deles era mais rápida do que a minha, pois eu precisava conciliar trabalho e família, e com isso o meu tempo para estudar era menor do que o deles”, afirma André. 

O pensamento não está de todo errado. Sabe-se que, de fato, as crianças podem aprender muito mais rápido, mas isso não quer dizer que os adultos não possam aprender coisas novas. Para driblar os desafios e distrações que André pontuou, existem algumas dicas que você pode seguir. 

Apegue-se aos seus objetivos

Por mais que possa parecer difícil conciliar os estudos com trabalho, família, vida social e finanças, uma das primeiras coisas que você precisa fazer é traçar os seus objetivos. Por que você precisa do inglês? Quanto tempo você tem se dedicar ao idioma durante a semana? E, principalmente, o que você pode conquistar na sua vida profissional e pessoal se tiver o inglês. Ao ter todas essas perguntas bem respondidas, fica mais fácil recorrer a elas quando as dificuldades aparecerem.

Crie hábitos 

Para qualquer coisa nova que você deseje aprender, torná-la um hábito é uma das melhores maneiras de internalizar o conteúdo. Estipule dias e horários para seu estudo e estabeleça metas semanais. Por exemplo: Você estuda no CNA às segundas e quartas-feiras, das 19h às 20h15. Faz as lições de casa toda terça à noite e ouve podcasts ou lê algum artigo em inglês às quintas pela manhã, no caminho para o trabalho. Ah, e você pode estipular as metas conforme as habilidades de aprendizado do inglês, como por exemplo:

Aprender 5 novas palavras
Ouvir 10 minutos de podcast em inglês
Assistir a um episódio de uma série de 20 minutos, com legendas em inglês
Frequentar todas as aulas
Fazer 3 exercícios da lição de casa
Tudo depende do tempo que você tem disponível e o grau de eficiência que você quer atingir. 

Pratique fora da aula

Essa é uma das regras básicas se você quer ser fluente em inglês um dia: pratique o idioma sempre que puder! Não restrinja os estudos apenas à escola. Tenha curiosidade, pratique com os colegas de sala ou amigos que falam o idioma, cerque-se de entretenimento que envolva o inglês, como séries, filmes e músicas.

Para André, uma das maiores dificuldades é a hora do listening, a parte auditiva da prática do inglês. “Eu tinha muita ansiedade em querer entender tudo, mas percebi que sem muitas repetições eu não conseguiria evoluir. Depois das aulas eu ouvia os áudios do curso no carro durante os meus deslocamentos no período de trabalho”, explica o aluno. 

Não se compare aos outros

Muitos alunos adultos podem ficar extremamente desmotivados por acharem que o progresso dos colegas é maior, ou que fulano conseguiu realizar todas as tarefas sem nenhum erro. A vida de quem tem mais de 30 anos é, sim, mais ocupada. É claro que alguém mais jovem e sem um terço das suas responsabilidades vai conseguir dedicar mais tempo à lição de casa. Mas isso não pode ser desculpa ou empecilho para deixar de praticar e estudar. Muito pelo contrário, isso deve ser motivação, pois você, apesar de ter um tempo mais concorrido, está tentando algo novo e que vai engrandecer ainda mais as suas experiências de vida.

“Vou usar uma frase clichê aqui: nunca é tarde para aprender. Sem dúvidas você vai  encontrar um pouco mais de dificuldade no aprendizado, mas depende apenas de você dedicar uma parte do seu dia para os estudos e não ter vergonha de tirar dúvidas, por mais simples que elas pareçam ser”, comenta André. 


 

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