Assessoria de imprensa

ARTIGO: QUANDO A NOSSA PRONÚNCIA CAUSA CONFUSÃO

16/07/2015

Conheça alguns dos erros mais cometidos por brasileiros na hora de falar inglês

EDUCAÇÃO

Por Jaime Cará*

Nos cursos de formação de professores, costumo dizer que sempre que aprendemos alguma coisa nova, o "novo" se relaciona com o que já sabemos e com o que somos. Por isso, os erros mais comuns que os brasileiros cometem, em grande parte, estão relacionados ao nosso jeito de falar a língua portuguesa. Por exemplo, ao falar em inglês, é muito comum que os brasileiros pronunciem som de "s" quando deveriam pronunciar o do "z" e vice-versa. A palavra "basic", por exemplo, é pronunciada em inglês com som de "s". Ou seja, deveríamos falar /beissic/ ('be?s?k). Mas é muito comum que os brasileiros pronunciem essa palavra com som de "z", ou seja, /beizic/. Isso acontece provavelmente porque, no português que a maioria dos brasileiros fala, pronunciamos o som de "z" quando o "s" aparece entre duas vogais.

Já na palavra "buzz", por sua vez, essa troca acontece ao contrário. Frequentemente ela é pronunciada por brasileiros com som de "s", ficando igual a palavra "bus". Em inglês, "buzz" é pronunciada com som de "z". Essa troca pode causar certo problema de comunicação. Por exemplo, se você quiser expressar informalmente que está esperando uma ligação e dizer "I'm waiting for a buzz" (“Estou aguardando uma ligação”), a outra pessoa pode entender que você está esperando um ônibus. Informalmente, "buzz" pode significar "telefonema" e "bus" significa "ônibus".

Outro ponto que merece atenção especial é o temido “th” que compõe algumas palavras no inglês. O som do "th" é um dos mais difíceis de serem pronunciados pelos brasileiros, pois não tem correspondente na nossa fonética. Em várias palavras, os sons mais próximos que o aluno consegue perceber são o do “f”, do “s” e do “t”. A troca desses sons pode causar uma certa confusão para quem ouve, como no caso das palavras “sink” e “think”: “pia” e “pensar”, respectivamente. O mesmo ocorre com “death” e “deaf”, que se traduzem, respectivamente, como “morte” e “surdo”.

Em linhas gerais, a recomendação para evitarmos esses erros é sempre a prática contextualizada da escuta e o treino da articulação dos sons. Precisamos ter em mente que a boa pronúncia começa, antes de tudo, no ouvido. Se você tem dificuldade de reconhecer um determinado som ou entonação, por exemplo, provavelmente vai apresentar dificuldades ao produzir o mesmo som ou entonação. Por isso, muitas vezes, apenas ficar ouvindo as palavras ou frases incansavelmente pode não ser suficiente. É preciso estudar como a entonação pode variar conforme a intenção da comunicação e, também, conhecer o alfabeto fonético do inglês, praticando principalmente a articulação dos sons que não temos no português. Sem estudar esses aspectos, por exemplo, você corre o risco de ficar ouvindo e repetindo e não perceber que não está produzindo os sons da mesma forma.

*Jaime Cará é coordenador de Educação do CNA, uma das maiores redes de escolas de idiomas do Brasil, além de professor de pós-graduação universitária e presidente da APLIESP, Associação dos Professores de Língua Inglesa do Estado de São Paulo.

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